domingo, 8 de novembro de 2015

TELESCÓPIOS



Escrito por: George Cruz 

 
Um telescópio é um dispositivo incrível que tem a capacidade de fazer com que objetos distantes pareçam estar muito mais perto. Telescópios vêm em todas as formas e tamanhos, desde de um pequeno tubo de plástico barato que você compra em uma loja de brinquedos, a gigantes como o Telescópio Espacial Hubble, que pesa várias toneladas. Telescópios amadores se encaixam em algum lugar entre esses dois, e mesmo que eles não sejam tão poderosos quanto o Hubble, podem fazer coisas incríveis. Por exemplo, um pequeno telescópio de 15 centímetros permite que você leia a escrita em uma moeda de um centavo de uma distância de 55 metros.
A maioria dos telescópios que você vê disponíveis para compra no mercado, é de um desses dois tipos:
  • O telescópio refrator, que usa lentes de vidro;
  • O telescópio refletor, que utiliza espelhos em vez de lentes.
Ambos os dois tipos realizam exatamente a mesma coisa, mas de maneiras completamente diferentes.
Como funciona um telescópio
Para entender como funcionam os telescópios, vamos fazer a seguinte pergunta. Por que você não pode ver um objeto que está longe? Por exemplo, por que você não pode ler a escrita em uma moeda de um centavo quando ela está a 55 metros de distância de seus olhos ? A resposta a esta pergunta é simples: o objeto não ocupa muito espaço na tela do seu olho (retina). Se você quiser pensar nisso em termos de câmeras digitais, a 55 metros a escrita na moeda não cobre pixels suficientes sobre o seu sensor de retina para que você possa ler o que está escrito.
Se você tivesse um olho grande o bastante, você poderia coletar mais luz do objeto e criar uma imagem mais brilhante, e então você poderia ampliar parte dessa imagem para que ela se estenda ao longo de mais pixels na sua retina. Duas peças de um telescópio tornam isso possível:
  • A lente objetiva (em refratores) ou espelho primário (em refletores), ela recolhe muita luz de um objeto distante e traz essa luz, ou imagem, para um ponto ou foco.
  • Uma lente ocular leva a luz brilhante do foco da lente objetiva ou espelho primário e a “espalha” para ocupar uma grande parte da retina. Este é o mesmo princípio que uma lupa (lente) usa, ela pega uma pequena imagem no papel e espalha sobre a retina de seu olho para que ela pareça maior.
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  • Quando você combina a lente objetiva ou espelho primário com a ocular, você tem um telescópio. Novamente, a ideia básica é a de buscar a luz para formar uma imagem brilhante no interior do telescópio, e, em seguida, usar algo como uma lupa para ampliar (aumentar) a imagem brilhante para que ela ocupe muito espaço em sua retina.
    Características de Telescópios
    Um telescópio tem duas propriedades gerais:
    • Quão bem ele pode coletar a luz;
    • Quanto ele pode ampliar a imagem.
    A capacidade de um telescópio para recolher luz está diretamente relacionada com o diâmetro de sua lente ou espelho – a abertura – que é utilizada para captar a luz. Geralmente, quanto maior a abertura, mais luz o telescópio capta e traz para focar e, mais clara será a imagem final.
    A ampliação do telescópio, é a sua capacidade para aumentar uma imagem, e depende da combinação de lentes usadas. A ocular executa a ampliação. Uma vez que a ampliação pode ser conseguida por qualquer telescópio usando diferentes oculares, a abertura é uma característica mais importante do que a ampliação.
    Para entender como isso realmente funciona em um telescópio, vamos dar uma olhada em como um telescópio refrator (o tipo que usa lentes) amplia uma imagem de um objeto distante para faze-la parecer mais próxima.
    Telescópio Refrator
    Hans Lippershey da cidade de Middleburg, Holanda, é creditado à invenção do telescópio refrator em 1608, e os militares foram os primeiros a fazer uso da invenção. Galileu foi o primeiro a usá-lo em astronomia e fez significativas melhorias no projeto. Ambos Lippershey e Galileu usaram uma combinação de lentes convexas e côncavas. Em 1611, Kepler melhorou o projeto com duas lentes convexas, que faziam a imagem virar de cabeça para baixo. Projeto de Kepler ainda é o principal projeto de telescópios refratores de hoje, com algumas melhorias posteriores nas lentes e no vidro.
    Telescópios refratores são o tipo de telescópio com que mais estamos familiarizados. Eles têm as seguintes partes:
    1. Um longo tubo, feito de metal, plástico ou madeira;
    2. Uma combinação de lentes de vidro na parte frontal (objetiva);
    3. A segunda combinação lente de vidro (ocular).
    O tubo mantém as lentes na distância correta de uma a outra. O tubo também ajuda a manter fora a poeira, umidade e luz que possam interferir com a formação de uma boa imagem. A lente objetiva recolhe a luz, e dobra-se ou refracta a um foco perto da parte posterior do tubo. A ocular traz a imagem para o olho, e amplia a imagem. Oculares têm distâncias focais mais curtas do que as lentes objetivas.
    Refratores acromáticos usam lentes que não são amplamente corrigidas para evitar a aberração cromática , que é um halo de arco-íris que aparece às vezes em torno das imagens vistas através de um telescópio refrator. Em vez disso, eles geralmente têm lentes “revestidas” para reduzir este problema. Refratores apocromáticos usam tanto modelos de múltiplas lentes, ou lentes feitas de outros tipos de vidro (tal como fluorite ) para evitar a aberração cromática. Refratores apocromáticos são muito mais caros do que os refratores acromáticos.
    Refratores tem boa resolução, alta o suficiente para ver os detalhes em planetas e estrelas binárias. No entanto, é difícil fazer lentes objetivas grandes ( maior do que 4 polegadas ou 10 centímetros ) para eles. Telescópios refratores são relativamente caros, se você considerar o custo por unidade de abertura. Porque a abertura é limitada, um refrator é menos útil para a observação de objetos mais tênues do céu profundo, como galáxias e nebulosas, em comparação com outros tipos de telescópios.
    Telescópio Refletor
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  • Isaac Newton desenvolveu o telescópio refletor em 1680, em resposta à aberração cromática (o halo arco-íris na lente), problema que assolou refratores durante seu tempo. Em vez de utilizar uma lente para recolher luz, Newton usou um curvo espelho de metal para recolhe-la e refletir a um foco. Espelhos não têm os mesmos problemas de aberração cromática que as lentes possuem. Newton colocou o espelho primário na parte de trás do tubo.
    Como o espelho reflete a luz de volta para dentro do tubo, tiveram que usar um pequeno espelho plano chamado de espelho secundário no caminho focal do espelho primário para desviar a imagem para fora através da parede do tubo para a ocular, caso contrário, ele iria ficar no caminho do feixe de luz . Além disso, você pode pensar que o espelho secundário iria bloquear parte da imagem, mas como ele é muito pequeno quando comparado com o espelho primário – que é quem reúne a grande quantidade de luz – o espelho menor não bloqueia a imagem.
    Em 1722 , John Hadley desenvolveu um projeto que usou espelhos parabólicos, e houve várias melhorias nos espelhos. O refletor newtoniano era um projeto muito bem sucedido, e continua a ser um dos projetos de telescópio mais populares em uso atualmente.
    Eles oferecem campos de visão mais amplos do que os telescópios focais maiores, e fornecem brilhantes vistas panorâmicas de cometas e objetos do céu profundo, como nebulosas, galáxias e aglomerados de estrelas.
    Telescópios dobsonianos

  • Telescópios dobsonianos, são um tipo de refletor newtoniano com um tubo simples. Eles são baratos para se construir ou comprar, porque são feitos de plástico, fibra de vidro ou madeira compensada. Dobsonianos podem ter aberturas grandes ( 6-17 cm, 15 a 43 centímetros). E é por causa dessas suas grandes aberturas e o baixo preço,  que os Dobsonianos são muito utilizados para observar objetos do céu profundo.
    O refletor é simples e barato de fazer. Grandes espelhos primários (abertura maior do que 10 polegadas ou 25 centímetros ), podem ser feitos facilmente, o que significa que os refletores apresentam um custo relativamente baixo por unidade de abertura. Refletores têm grandes capacidades de captação de luz, e podem produzir imagens brilhantes de objetos fracos do céu profundo para a observação visual, bem como astrofotografia. Uma desvantagem de refletores é que você às vezes tem que limpar e alinhar os espelhos. Além disso, ligeiros erros na moagem dos espelhos pode distorcer a imagem. Aqui estão alguns dos problemas comuns:
    1. Aberração esférica – a luz refletida a partir da borda do espelho e se foca em um ponto ligeiramente diferente do que a luz refletida a partir do centro.
    2. Astigmatismo – o espelho não é moído simetricamente sobre seu centro e a imagens de estrelas parecem cruzes em vez de aos pontos.
    3. Coma – estrelas perto da borda do campo parecem alongadas, como cometas , enquanto as do centro são pontos afiados de luz.
    Além disso, todos os refletores estão sujeitos a alguma perda de luz, por duas razões: em primeiro lugar, o espelho secundário impede uma parte da luz que entra no telescópio, em segundo lugar, nenhum revestimento refletor para espelhos retorna 100% da luz que incide sobre ele – o melhores revestimentos devolvem 90% da luz incidente.
    Telescópio composto ou catadióptrico
    Telescópios compostos ou catadióptricos são telescópios híbridos que têm uma mistura de elementos refratores e refletores em seu design. O primeiro telescópio composto foi feito pelo astrônomo alemão Bernhard Schmidt em 1930. O telescópio Schmidt tinha um espelho primário na parte de trás do telescópio, e uma placa de vidro corretor na frente do telescópio para remover a aberração esférica. O telescópio foi usado principalmente para a fotografia, porque não tinha espelho secundário ou oculares – em vez disso, o filme fotográfico foi colocado no foco principal do espelho primário. Hoje, o design Schmidt-Cassegrain, que foi inventado na década de 1960, é o mais popular tipo de telescópio, que usa um espelho secundário, que reflete a luz através de um buraco no espelho primário para uma ocular.

quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Ondas eletromagnéticas






No artigo sobre ondas eletromagnéticas, mostrou-se o mecanismo com que é possível gerar as ondas eletromagnéticas, assim como também se apresentou o espectro eletromagnético.

O espectro eletromagnético nos mostra os tipos de ondas eletromagnéticas, que são classificadas pela sua frequência de oscilação ou pelo seu comprimento de onda. As ondas de menor frequência são as ondas de rádio, e as de maior frequência são as que correspondem à radiação gama.

Entre esses dois extremos do espectro eletromagnético existem outros tipos de ondas como as microondas, a radiação infravermelha, a luz visível, o raio ultravioleta e o raio X. Veja a figura abaixo:
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Neste artigo, mostraremos brevemente como se manifestam e como são utilizadas essas ondas eletromagnéticas.
As ondas de rádio
As ondas de rádio são as que possuem a menor frequência e, consequentemente, os maiores comprimentos de onda, que vão de 10 m a 10 km. São amplamente empregadas nas transmissões de rádio e TV.

Essas ondas foram geradas pela primeira vez pelo físico alemão Heinrich Rudolf Hertz, cujo experimento foi aperfeiçoado, oito anos mais tarde, pelo italiano Guglielmo Marconi.

Os experimentos de Marconi deram inicio a radiotelegrafia (daí se origina a palavra rádio) ou o telégrafo sem fios. Mais tarde, desenvolveu-se a transmissão de mensagens sonoras que originou o rádio, tão popular desde a década de 1930.
Microondas
As microondas são ondas cujo comprimento vai 10 - 1m até 10 - 3m. Essas ondas têm por característica atravessar a ionosfera e por isso são amplamente utilizadas nas transmissões de radar.

O exemplo muito comum da sua utilização é o forno de microondas. Quando ligado, esse aparelho emite ondas que irão fazer vibrar as moléculas de água dos alimentos ocasionando um aumento de sua temperatura e, consequentemente, o seu cozimento.
A radiação infravermelha
A radiação infravermelha é composta de ondas de comprimento entre 10 - 3m (1 mm) e 10 - 6m. É emitida por corpos aquecidos e é através dela que recebemos o calor que vem do sol.

Mas não há a necessidade que um corpo esteja extremamente aquecido para emitir essa radiação. O nosso corpo, que normalmente apresenta a temperatura entre 36oC e 37oC, também emite esse tipo de radiação. Isso explica o uso de lentes infravermelhas para a visão noturna, pois ela é capaz de detectar essas ondas que são emitidas naturalmente pelo corpo humano. É importante lembrar que, além de ser emitida por corpos aquecidos, quando absorvida por outros objetos, é responsável pelo seu aquecimento.
A radiação visível
É representada pela menor faixa do espectro eletromagnético e nós a percebemos sob forma de luz. O comprimento de onda dessa radiação vai de 8.10 - 7 m, que corresponde a cor vermelha, até 4.10 - 7 m que corresponde à luz violeta.
A radiação ultravioleta
É uma radiação além da cor violeta, por isso, assim como a radiação infravermelha, não é possível detectá-la com os nossos olhos. O seu comprimento de onda vai de 4.10 - 7 m podendo ir até a 10 - 9 m. É fator importante na produção de melanina, o pigmento que bronzeia a pele, mas o excesso de exposição a esse tipo de radiação pode provocar o câncer de pele, como tem sido amplamente divulgado pelos meios de comunicação.
O raio X
Foi descoberto pelo alemão Wilhelm C. Roentgen, e tem comprimentos de onda entre 10 - 8 m e 10 - 12 m. São produzidos em tubos de vácuo e tal processo consiste em colidir um feixe de elétrons contra um alvo metálico. Isso irá provocar uma rápida desaceleração desses elétrons. A consequência disso é a emissão do feixe de raio X. Esses raios têm a propriedade de penetrar na matéria, e daí a sua utilização na radiografia.

O paciente que faz uma radiografia fica sujeito a um feixe de raio X. A carne é transparente a essa radiação, mas os ossos não, de modo que eles absorvem esse feixe. A parcela de radiação que passa pelo corpo sensibiliza uma chapa fotográfica, que fica entre o paciente e a fonte de raio X, escurecendo-a, enquanto que a parcela retida nos ossos não, deixando a chapa mais clara. Observe a figura abaixo:
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A radiação gama
Os raios gama são produzidos naturalmente pelos núcleos atômicos durante as suas transformações radiativas naturais, e o seu comprimento de onda são menores que 10 - 12 m

Tal radiação tem como propriedade ionizar átomos e também possui grande poder de penetração. Para a sua absorção, é muito comum se usarem grossas paredes de chumbo.
http://educacao.uol.com.br/disciplinas/fisica/ondas-eletromagneticas--c-tipos.htm

segunda-feira, 29 de junho de 2015

EFEITO ESTUFA

Definição - Efeito Estufa Natural

Efeito Estufa é um mecanismo natural do planeta Terra para possibilitar a manutenção da temperatura numa média de 15ºC, ideal para o equilíbrio de grande parte das formas de vida em nosso planeta. Sem o efeito estufa natural, o planeta Terra poderia ficar muito frio, inviabilizando o desenvolvimento de grande parte das espécies animais e vegetais. Isso ocorreria, pois a radiação solar refletida pela Terra se perderia totalmente.


A ação do homem e o aumento do efeito estufa artificial

O efeito estufa potencializado pela queima de combustíveis fósseis tem colaborado com o  aumento da temperatura no globo terrestre nas últimas décadas. Pesquisas recentes indicaram que o século XX foi o mais quente dos últimos 500 anos. Pesquisadores do clima afirmam que, num futuro próximo, o aumento da temperatura provocado pelo efeito estufa poderá ocasionar o derretimento das calotas polares e o aumento do nível dos mares. Como conseqüência, muitas cidades litorâneas poderão desaparecer do mapa.


Como é gerado 

O aumento do efeito estufa é gerado pela derrubada de florestas e pela queimada das mesmas, pois são elas que regulam a temperatura, os ventos e o nível de chuvas em diversas regiões. Como as florestas estão diminuindo no mundo, a temperatura terrestre tem aumentado na mesma proporção.

Um outro fator que está aumentando o efeito estufa é o lançamento de gases poluentes na atmosfera, principalmente os que resultam da queima de combustíveis fósseis. A queima do óleo diesel e da gasolina nos grandes centros urbanos tem colaborado para o efeito estufa. O dióxido de carbono (gás carbônico) e o monóxido de carbono ficam concentrados em determinadas regiões da atmosfera formando uma camada que bloqueia a dissipação do calor. Outros gases que contribuem para este processo são:  gás metano, óxido nitroso e óxidos de nitrogênio. Esta camada de poluentes, tão visível nas grandes cidades, funciona como um isolante térmico do planeta Terra. O calor fica retido nas camadas mais baixas da atmosfera trazendo graves problemas ao planeta.


Problemas futuros 

Pesquisadores do meio ambiente já estão prevendo os problemas futuros que poderão atingir nosso planeta caso esta situação persista. Muitos ecossistemas poderão ser atingidos e espécies vegetais e animais poderão ser extintos. Derretimento de geleiras e alagamento de ilhas e regiões litorâneas. Tufões, furacões, maremotos e enchentes poderão ocorrer com mais intensidade. Estas alterações climáticas poderão influenciar negativamente na produção agrícola de vários países, reduzindo a quantidade de alimentos em nosso planeta. A elevação da temperatura nos mares poderia ocasionar o desvio de curso de correntes marítimas, ocasionando a extinção de vários animais marinhos e diminuir a quantidade de peixes nos mares.


Soluções e medidas tomadas contra o aumento do efeito estufa 

Preocupados com estes problemas, organismos internacionais, ONGs (Organizações Não Governamentais) e governos de diversos países já estão tomando medidas para reduzir a poluição ambiental e a emissão de gases na atmosfera. O Protocolo de Kyoto, assinado em 1997, prevê a redução de gases poluentes para os próximos anos. Porém, países como os Estados Unidos tem dificultado o avanço destes acordos. Os EUA alegam que a redução da emissão de gases poluentes poderia dificultar o avanço das indústrias no país. 

Em dezembro de 2007, outro evento importante aconteceu na cidade de Bali. Representantes de centenas de países começaram a definir medidas para a redução da emissão de gases poluentes. São medidas que deverão ser tomadas pelos países após 2012.

Em 12 de novembro de 2014, Estados Unidos e China (maiores poluidores do mundo), assinaram um acordo com metas mútuas, voltadas para a redução da emissão dos gases geradores do efeito estufa.


Curiosidades

- Atualmente, são despejados no ar cerca de 5 bilhões de toneladas de dióxido de carbono (um dos principais gases causadores do efeito estufa) por ano. Só para termos uma base de comparação, há 100 anos atrás eram lançados cerca de 60 milhões de toneladas deste gás anualmente.

- Um aumento de 4ºC na temperatura global, causado pelo efeito estufa e aquecimento global, poderá provocar a extinção de milhares de espécies animais no planeta. Os animais mais afetados serão aqueles que vivem nas regiões polares, pois este aumento de temperatura provocará derretimento de gelo em grandes proporções, afetando diretamente o habitat destas espécies. Os recifes de corais também serão muito afetados com o aumento da temperatura das águas oceânicas.
http://www.suapesquisa.com/efeitoestufa/

quinta-feira, 4 de junho de 2015

ESCALAS TERMOMÉTRICAS


As escalas termométricas são definidas como mecanismos utilizados para medir a temperatura dos corpos.
O estado térmico de um corpo se eleva conforme se aumenta a velocidade de movimento das partículas presentes no mesmo. A medida desta alteração é o que conhecemos por temperatura. As escalas termométricas surgiram da necessidade de registrar e quantificar o quanto um corpo está quente ou frio.
Faça a comparação entre as três escalas de temperatura:

Ilustração das escalas de temperatura Celsius (tc), Fahrenheit (tf) e Kelvin (tk)
Talvez a escala Celsius lhe seja a única familiar, uma vez que é a mais popular. As escalas Kelvin e Fahrenheit são mais usadas no mundo científico.
O interessante seria fazer uma comparação: repare que o ponto de fusão se difere nas três escalas: Celsius (0°C), Fahrenheit (32°F) e Kelvin (273K).
Observe que o mesmo ocorre com o ponto de ebulição: Celsius (100°C), Fahrenheit (212°F) e Kelvin (373K).
Como surgiu cada uma dessas escalas? Para entender, vamos recorrer a um pouco de história:
Escala Celsius: foi elaborada em 1724 pelo astrônomo sueco Anders Celsius (1701-1744). Ele estabeleceu pontos fixos da sua escala como sendo os pontos de fusão do gelo (0°C) e de ebulição da água (100°C).
Escala Fahrenheit: foi criada a partir dos estudos realizados por Daniel Gabriel Fahrenheit (1686-1736), por volta de 1742. É a escala mais utilizada nos países de língua inglesa. Ele determinou que água vira gelo a uma temperatura de 32°F e ferve a uma temperatura de 212°F.
Escala Kelvin: teve origem dos princípios estabelecidos por Lord Kelvin (1824-1907), físico de origem irlandesa, que atribuiu o zero absoluto da sua escala como sendo igual a -273°C na escala Celsius.

Por Líria Alves
Graduada em Química
Equipe Brasil Escola

A termometria é uma parte da termologia que estuda a temperatura e suas formas pelas quais a mesma pode ser medida.
Antes de entrarmos na termometria propriamente dita, iremos definir os estados de agregação molecular de uma substância.
Uma substância pode se apresentar em três estados físicos  definidos (sólido, líquido, gás). Na realidade existem autores que consideram a existência de mais 3 ou 4 estados físicos  que são pouco estudados no meio acadêmico . São eles; Plasma, Condensado de Bose-Einstein e o Gás Fermiônico. Sabendo disso iremos definir os 3 principais estados físicos de uma substância apontando suas principais “características”.
  • Estado sólido:  Uma substância que se encontra no estado sólido possui forma definida, independendo do recipiente em que ela é colocada; Ex: Um gelo estando em um copo ou em uma jarra manterá sua forma, ao mesmo tempo também possui volume invariável. Entre suas moléculas agem intensas forças coesivas justificando sua estrutura molecular, onde as mesmas se encontram mais próximas uma das outras.
  • Estado líquido:  Nesse estado a substância assume uma forma de  acordo com o recipiente em que é colocada. Assim como o sólido o estado líquido possui volume invariável. Suas moléculas estão mais “livres” em relação ao estado sólido.
  • Estado Gasoso:  No estado gasoso suas moléculas se encontram totalmente separadas uma das outras. Sua forma e volume são definidas unicamente em relação ao recipiente que a contém.
Vide figura abaixo:
Os três estados da matéria. Ilustração: snapgalleria / Shutterstock.com [adaptado]
Os três estados da matéria. Ilustração: snapgalleria / Shutterstock.com [adaptado]
Agora passemos a falar especialmente da termometria. O primeiro conceito importante que devemos destacar é o conceito de  temperatura. A temperatura é uma grandeza física escalar que está associada ao grau de agitação molecular de um sistema. O grau de agitação térmica molecular não pode ser medida diretamente, por isso a medida da temperatura é feita indiretamente medindo-se grandezas físicas que variam com ela, por exemplo, pressão, volume, etc. Vale ressaltar que a sensação térmica é uma forma de medição imprecisa da temperatura.
Quando falamos em estado físico acima percebemos que a temperatura  do estado sólido ,líquido e gasoso estão relacionados da seguinte forma.
T sólido < Tlíquido< T gasoso
Uma vez que as moléculas dos gases estão mais “agitadas” em relação aos outros estados físicos.
Voltemos às medições da temperatura. Os termômetros são instrumentos capazes de medir a temperatura de um corpo. Existem vários deles com os mais variados processos de medição. Um termômetro é composto por uma haste metálica e um bulbo (que contém a substância termométrica). Os termômetros mais comuns são os clínicos, na qual  o mercúrio é a substância termométrica.

Graduação de um Termômetro

A graduação de um termômetro  consiste basicamente na determinação dos chamados  pontos fixos .Os pontos fixos  servem como referência para medida de todos os outros valores de temperatura. Essa graduação é feita a partir de uma substância pura, no caso a água a uma pressão de 1atm(atmosfera). O primeiro ponto fixo é obtido mergulhando-se o termômetro em um recipiente que contenha gelo em fusão. Já o segundo ponto fixo é determinado mergulhando-se  o termômetro em um recipiente que contenha água em ebulição.
  • 1º Ponto fixo =Ponto de Fusão do Gelo (corresponde a 0 ºC a um 1 atm)
  • 2º Ponto Fixo = Ponto de Ebulição da água (corresponde a 100 ºC a um 1 atm)
Lembrarmos que a pressão varia proporcionalmente a temperatura, somente, podemos dizer que a água pura satura (vaporiza) a 100ºC a uma dada pressão  correspondente a 1 atm.
Definidos os pontos fixos da água na escala Celsius, destacamos 2 escalas importantes de temperatura; Fahrenheit e Kelvin.
Escala Fahrenheit ( Utilizada em países de língua inglesa)
  • 1º ponto Fixo: 32
  • 2º ponto Fixo: 212
Escala Kelvin (é a  escala de temperatura do SI)
  • 1º ponto Fixo: 273
  • 2º ponto Fixo: 373
A partir dos respectivos valores dos pontos fixos de cada escala podemos relacionar essas escalas de modo a obter uma equação que converta uma temperatura em uma dada escala para outra escala. Vejamos:
Escalas termométricas: Kelvin, Fahrenheit e Celsius. Ilustração: Designua / Shutterstock.com
Escalas termométricas: Kelvin, Fahrenheit e Celsius. Ilustração: Designua / Shutterstock.com

Por Interpolação obtemos a equação
C/5 = F-32/9 = K-273/5
Vale destacar que o zero absoluto é um valor teórico obtido experimentalmente que indica a “paralisação /morte da matéria” cujo valor é 0K.
Referências Bibliográficas:
Apostila Beta Concursos
Uno sistema de ensino- Wilson Carron e Osvaldo Guimarães
Física Básica Volume Único- Nicolau e Toledo